Maldito sotaque…

3/ Novembro/ 2008 - 6 Respostas
Foto do Boulervard Braguinha, em Sorocaba.

Foto do Boulervard Braguinha, em Sorocaba.

Essa história é verídica mas, toda vez que conto, a reação de quem ouve é a mesma: “eu já conhecia essa piada”. O problema é que realmente aconteceu… uma pena eu não ter contato com nenhuma testemunha para comprovar…

Leia você mesmo e tire suas conclusões…

Na época em que eu trabalhava de vendedor na loja de roupas do meu tio, lá pelos idos de 98, começou a febre das lojas de 1,99 aqui em Sorocaba. Eu lembro que esse era o principal assunto das conversas do meu tio com os outros comerciantes do bulevar.

Para evitar uma queda nas vendas da loja, meu tio decidiu começar a vender meias por R$ 1,99.

A instrução era clara: “sempre que realizar uma venda, não esqueçam de oferecer meias para os clientes!”

Numa dessas vendas, estava atendendo um senhor com um jeito muito simples, com um sotaque carregado, típico do interiorrrrr…

Esse senhor já havia escolhido o que queria comprar: era a última camiseta golo pólo azul que estava pendurada na arara (deixei isso bem claro pra ele, na tentativa de convencê-lo que, se era a última, estava vendendo bem, além de poder ser vendida para outro cliente caso ele não levasse naquele momento).

Ele já estava convencido disso.

Depois que saiu do provador e percebeu que a camiseta tinha servido, ele voltou dizendo que era aquela mesma que ele ia levar.

Então, conduzi o senhor até o caixa para fechar a venda. Nesse momento, lembrei da instrução que meu tio havia dado e fiz a pergunta: o senhor quer VER MEIA?

E o senhor, em tom convicto, respondeu: NADA DISSO, EU QUERO A AZUL MESMO!

RARARA

Corredor de elite

19/ Novembro/ 2008 - Deixe seu recado!

Essa história aconteceu em 96, quando eu servi no Tiro de Guerra, em Sorocaba… TG 02-040!

Naquela época, eu tinha um excelente preparo físico afinal, além dos treinamentos puxados na educação física do TG, ainda treinava nos times de vôlei e futsal da Universidade que estudava.

Prova disso é o certificado que recebi no final do ano em que servi. Esse certificado chama-se “Clube dos 300 do TAF” e somente os atiradores que atingem 300 pontos no teste de aptidão física é que o recebem. Naquele ano, dos quase 250 atiradores, somente 6 receberam esse certificado… eu e mais 5.

Mas a história que eu vou contar não combina nem um pouco com a imagem daquele atleta que pratica esportes em nível profissional… pelo contrário, tem muito amador que nem imaginaria fazer uma coisa dessas…

Parecia que tava correndo sozinho... rererere

Parecia que tava correndo sozinho... rererere

Nessa época, eu costumava frequentar todas as festas do chopp que aconteciam em Boituva, na Chácara do Edney e naquele ano não foi diferente… fui pra lá com meus amigos, enchemos a cara até o dia amanhecer (daquelas bebedeiras que te deixam estragado por uns 2 dias).

O problema é que, como eu era um dos “atletas de elite” do TG, o sub-tenente havia me escalado para representar o TG com mais alguns colegas numa prova local (meia maratona).

Essa corrida aconteceu no dia seguinte a festa do chopp… então eu fui praticamente direto de Boituva para o local da largada da prova… (em frente à 14ª CSM)

Na época eu me achava um herói… não precisava dormir, não sentia cansaço, nada me abalava…

E lá fui eu me posicionar na primeira fila, com o objetivo de vencer a prova…

E foi dada a largada… no começo, tava no ritmo dos primeiros, inclusive fiquei na ponta por algum tempo… aos poucos, fui perdendo o rendimento…

Quando reparei, alguns velhinhos da categoria veteranos estavam me passando.. logo depois, a criançada começou a me passar…

E em cada parada, eu pegava 2 ou 3 copinhos de água… e isso só piorava minha situação…

Só sei que, quando percebi, a ambulância que ia fechando o pelotão dos corredores me alcançou, não conseguia nem me mexer direito…

A ambulância parou do meu lado e o enfermeiro que estava na parte de trás perguntou: “você tá bem? quer uma carona?”

E, usando meu último fôlego, respondi: “Ô”

E foi assim que terminei a prova… em último lugar, mas com estilo… rererere

RARARARA